Barcelona de Messi e Recursos Humanos: Liderança, competência e... dependência

02/05/2013 17:51

Já faz um certo tempo que uma equipe espanhola encanta o mundo pela maneira organizada e pelo brilhantismo como pratica o futebol, relembrando grandes equipes que chamaram a atenção do mundo em décadas anteriores, a exemplo do Real Madri dos anos 50, do Carrossel Holandês de Cruyff, da Seleção Brasileira das Copas de 82 e 86 e do Flamengo de Zico (anos 80), apenas para citar exemplos. Este Barcelona dos últimos cinco anos vem encantando o mundo do futebol pela maestria como se comporta taticamente em campo e pela excelência da maioria de seus jogadores. Isto se dá ao elevado número de competências de seus jogadores e da liderança que era exercida pelo antigo técnico Josep Guardiola, além das habilidades diferenciadas de um jogador que encanta cada vez mais: Lionel Messi, que vem batendo recordes e chegando a números espantosos em sua estatística no futebol.

Contudo, nem tudo são flores neste time sensacional. Os amantes do futebol logo percebem que, quando a equipe joga as partidas sem poder contar com seu principal jogador (o Lionel Messi), cai o rendimento e a equipe se comporta de forma diferente. Mesmo tendo em seu elenco um jogador como Andres Iniesta, considerado o segundo melhor jogador de futebol do planeta, este não consegue superar a ausência daquele que é o principal mentor do sucesso do Barcelona Futebol Clube: o argentino Messi.

Uma das principais características deste time vencedor é a cooperação e disposição tática, seguindo a risca o que o treinador estabelece. Com uma equipe recheada de talentos, a dedicação e o espírito de grupo, aliados ao talento de Messi, considerado um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos e ainda na sua juventude, esta equipe atingiu patamares invejáveis. Entretanto, no último mês de abril e início de maio, percebeu-se o quanto a equipe sofre a influência de seu maestro Messi, que faz também papel de líder do grupo devido a seu alto poder agregador e pela confiança dos demais atletas da equipe em sua capacidade de decisão. Um líder que é exemplo e dá exemplos, dentro e fora de campo.

Durante as duas partidas válidas pela fase semi-final da Liga dos Campeões de Clubes Europeus, o astro maior do Barcelona esteve na primeira partida, disputada na Alemanha, sem as condições normais de jogo. Viu-se em campo um time apático, sem determinação, sofrendo em campo muito devido a falta de seu maior talento e maior líder. Resultado: uma derrota em campo e na moral dos jogadores, que saíram já perdendo as esperanças para o jogo de volta. Dando continuidade nesta ótica, na partida de volta disputada na Espanha, este mesmo Barcelona sentiu novamente a falta de Messi, o jogador que decide, que mobiliza, que agrega maior força a ao time. Como resultado, mais uma derrota e uma equipe apática em campo, sendo eliminada de forma vexatória devido a diferença de gols.

Este caso mostra claramente a diferença que um grande líder pode fazer nos objetivos de uma equipe ou organização. Quando este falta, toda a equipe sente a ausência e costuma haver interferência no sentido emocional. Mesmo com um grupo recheado de talentos e com objetivos bem traçados, a falta do líder e maior exemplo para a equipe trouxe frustração e queda brusca de rendimento. Daí a importância dos grandes líderes de organizações formarem outros tantos líderes, iguais ou até melhores, para dar prosseguimento conciso ao já vinha sendo realizado e evitar o fator “dependência”.   

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