ARTIGO: Para fazer a diferença, mude seus modelos mentais

01/06/2015 13:16

Por Leonardo Siqueira Borges

Para o portal: rh.com.br

 

Os modelos mentais são difíceis de trabalhar, pois são utilizados de forma tácita, ou seja, têm que serem trabalhados dentro das pessoas e, por padrão, somos resistentes. É importante refletir que quanto mais trabalhamos os modelos mentais, mais fácil ficará a nossa interação com as demais pessoas. Entendendo os modelos mentais, passamos a adquirir outras visões sobre determinadas situações.

 

Cada pessoa tem seu modelo mental, que normalmente é resultado de suas experiências e diversas histórias de vida ou profissionais, acumuladas ao longo dos anos. Como esses modelos mentais são personalizados é difícil que as pessoas abram mão das suas convicções com muita facilidade. Como exemplo, podemos usar as práticas existentes nas empresas e que toda vez que alguém tenta mudar ouve aquela frase do tipo "isso não vai dar certo", "nós já tentamos e não funcionou", ou seja, esse tipo de ações sempre faz com que nos mantenhamos na rotina ou realizemos a mesma coisa por dias, meses ou até mesmo anos.

 

Precisamos nos libertar de nossos modelos mentais para conseguir atingir outros patamares e coisas diferentes do que fazemos em nossa rotina. Os modelos mentais são originários das seguintes fontes: a linguagem, o sistema nervoso e a cultura. Para isso, devemos passar por alguns filtros para refletir e mudar o rumo de nossos pensamentos. Aqui, destaco três deles:

 

1º Filtro - A linguagem - Não imaginamos o poder que nossas palavras têm. O fato de dizer que não conseguiremos alguma coisa ou, então, que alguém fale que já tentou e não conseguiu, joga uma descarga negativa de adrenalina que poucos conseguem imaginar.
2º Filtro - Sistema Nervoso - Se a linguagem é forte, por consequência, o sistema nervoso limita-se mentalmente por achar que "não" podemos fazer coisa alguma, atendendo a "negação" e pronto, desistimos de nosso objetivo.
3º Filtro - Cultura - A cultura é um modelo mental coletivo dentro de todos os nossos grupos de convivência, que se baseiam em algo que sempre foi feito de alguma maneira, fazendo tudo por osmose, ninguém pensa, somos condicionados a fazer daquela forma porque sempre foi feito daquele jeito, por isso temos que pensar diferente para ter resultados diferentes.

 

Outro dia fui realizar uma avaliação em uma empresa, onde existiam grupos de melhorias realizando apresentações sobre seus trabalhos. Chamou-me a atenção um dos grupos que implementou uma melhoria na empresa, onde se eliminou uma operação que não era necessária. Com certeza o grupo analisou a situação e o problema com um modelo mental diferente com o que a empresa tinha há mais de 100 anos, questionando a real importância da operação. O problema foi resolvido, a prática foi implementada e todos saíram ganhando com isso.

 

Quer fazer a diferença e sair da rotina? Então, será necessário você mudar seus modelos mentais, pois só assim conseguirá atingir novos patamares e ter sucesso em suas atividades. Somos campeões em nos dar limites ou metas conservadoras, inconscientemente, barrando nossos sonhos apenas por não termos a coragem de mudar nossos modelos mentais.

 

Leonardo Siqueira Borges
Formado em Administração de Empresas, com MBA em Gestão Empresarial. É diretor na ELLEBE Treinamento em Gestão, instrutor e palestrante de treinamentos relacionados à qualidade e planejamento estratégico. Foi Presidente do Comitê da Serra Gaúcha do PGQP – Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade e Diretor de Desenvolvimento e Competitividade Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC).

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