A transversalidade e a renovação do ensino de História

23/10/2013 18:40

Observando as constantes mudanças de um momento social para outro (sociedade agrária, sociedade industrial, sociedade tecnológica, sociedade da informação e comunicação, sociedade do conhecimento), fica evidente a necessidade de adequação à nova realidade, de tal forma a não romper com modelos tradicionais, mas remodelando a maneira de enxergar o mundo e as pessoas. No sentido educativo, há também uma emergente necessidade de novas abordagens, novas significações, novos avanços diante dos novos desafios de uma sociedade cada vez mais consumista e midiática. Ao profissional de história, assim, cabe observar, absorver e/ou reconstruir alguns aspectos dos novos paradigmas que a própria sociedade vem criando com o passar do tempo.

A junção de variadas formas de abordagens históricas, de conteúdos transversais e o olhar mais presente sobre a historiografia moderna são fatores que o historiador terá que analisar com muito cuidado e cautela, mas também com muita sede e interesse especial. Conteúdos isolados estão caindo cada vez mais no esquecimento, no que os estudos de gênero, por exemplo, seguem numa constante intensidade de discussões e pesquisas. É notório a necessidade de aproximação da vida do aluno e seu cotidiano escolar. Escolher bem os conteúdos não é tarefa das mais fáceis, mas pode ser um alvo estimulante ao professor de história na sua profunda responsabilidade diante da transformação da sociedade para os novos olhares do momento presente.

Cabe, neste sentido, a escola oferecer maiores espaços de tempo para a exploração desta área humana tão vasta em termos de conhecimento e descobertas a serem exploradas. Sexualidade, família, meio ambiente, esportes, religião, poder da mídia, entre outros, são assuntos sempre em evidência. A fragmentação de conteúdos passa a ter fundamentação duvidosa ao olharmos o mundo a nossa volta. Trabalhando de forma interdisciplinar, atraindo a atenção dos alunos para uma realidade em que eles estão inseridos, estimulando o saber e fazer histórico e a melhor distribuição de carga horária no ensino de história poderão acarretar benefícios que serão sentidos no âmbito escolar e mesmo fora dela, no qual o próprio aluno poderá responder a algumas questões pontuais no âmbito de sua vivência com a coletividade. No século do conhecimento (século XXI), talvez não faça mais sentido propor um ensino de história subdividido em períodos seculares, e sim à base de novos conceitos e contextualização de temas e gêneros de estudo.

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